Navegar é preciso.
“Navegar é preciso” lembra-me um pouco o já saudoso Netscape, o que trás um ar carregado de nostalgia a este post. Saudoso em partes, porque neste momento soa até engraçado - pra não dizer estapafúrdio, lembra-se de um momento da pré-história da internet em que o internauta, para utilizar um simples browser, deveria comprar o software. Atualmente nem de comprar sistema operacional precisamos, seja pelas artimanhas da pirataria, seja pela livre iniciativa dos defensores do código aberto e seja ainda pela benevolência da Microsoft com seu Windows Vista e seu Trial eternamente prorrogável.
Certamente Marc Andreessen não imaginava os desdobramentos que o X Mosaic teve na história da Internet. Distribuídio gratuitamente no início em 1993, um ano depois passou a ser pago e deu origem à Netscape Communications, que dominaria a seguir o mercado de navegadores, associando sua marca a um termo que consolidou-se como sinônimo de uso da internet, solidificado até hoje em nosso vocabulário - navegar. E que sua criação daria origem à Guerra dos Browsers, em 1995, forçando a Microsoft a ofertar seu Internet Explorer de graça, na tentativa de cooptar usuários para seu produto. Certamente a Microsoft, hoje com seu Internet Explorer 7, apesar de ainda responder em várias Cortes pela prática comercial de venda casada, obteve uma vitória, digamos, cujos efeitos se mantém até hoje, em virtude do grande número de usuários que ainda mantém e por ter forçado a Netscape a abrir seu código fonte, que nasceu grátis, rendeu frutos em verdinhas e atualmente volta a ser grátis, na forma do Mozilla e seus filhos, o mais próspero deles o Firefox. Alias, até o nome Mozilla significa um retorno às origens já que Mosaic Killer é reminiscência do nome origial. Quem sabe num movimento futuro o Linux, aliado ao Google, através de distribuições como Ubuntu, vença a batalha dos sistemas operacionais e forcem a Microsoft a seguir o mesmo caminho do Netscape, distribuindo o Windows gratuitamente e abrindo seu código? Ha ha, sonhem! Mais fácil acontecer o mesmo que o coitado do Netscape, antes defendido com unhas e dentes como a alternativa dos puritando contra o representante do eixo do mal IE, agora, em sua versão 8, usa em seu código o engine do Internet Explorer.
Mas como chegamos até aqui? “Navegar é preciso…”
Este é um post inaugural deste que se propõe a ser um Veleiro Virtual, por onde passeiam idéias que estão por aí na Internet. Claro que temos muito a melhorar e também muita coisa a aprender. Mas é assim que as coisas se constroem: uma peça de cada vez. Somos mais uma nau lançada nesta imensidão da Rede e ainda há muito espaço a ser preenchido. Agradecimentos aos amigos Marcello e Hener.

