Vergonha.

Santos Dumont

Uma pessoa, um brasileiro como foi Santos Dumont, pessoa simples, humilde, capaz, batalhadora, tenaz e inteligente não tomaria melhor ação mais própria do que a vergonha.

E, sabem, hoje em dia quase ninguém sabe ou tem a noção, do quão brasileiro foi Santos Dumont. Pois saibam que ele ensinou ao mundo como voar. Descobriu, dominou e refinou vários conceitos do balonismo. Lançou as bases para a aviação com seu 14Bis, com o qual lançou os patamares e conceitos principais utilizando-se sobretudo da experimentação e do método científico.

Quebrou os primeiros recordes de velocidade e distância, sem esquecer de estabelecer padrões aliando qualidade à economia, introduzindo já ali preocupação com custos, desperdício e razoabilidade.

Em seus vôos, pasmem, sua maior preocupação era sim, a SEGURANÇA, nunca esquecida em nenhum de seus projetos.

Chorou e entristeceu-se com o uso militar da aviação, pregando desde ali sua restrição.

Independente de toda sua genialidade, independente de como Velho e Novo mundo se curvaram aos seus feitos, para mim o maior feito de Santos Dumont traduz-se em sua humildade, em recusar prêmios e homenagens. Diferentemente de muitos por aí que se dizem líderes, que tiveram a chance de acontecer e no entanto pouco fizeram, para ostentar tanta soberba e já se considerarem dignos das Páginas da História.

Então minha receita para a superação do Caos Aéreo é muito simples:

Relembrem dos feitos e do exemplo de vida de Santos Dumont. Tentem aprender, com humildade, aquilo que há mais de século ele tentou que nós, como nação, aprendêssemos.