Atendendo pedido de nosso leitor Eliezio Maciel da Silva, pesquisamos as vantagens e desvantagens do Fiat Palio Citymatic com câmbio manual, mas sem pedal de embreagem, permite enfrentar trânsito congestionado sem perder o controle das trocas.

Palio Citymatic

Pálio Citymatic - Antigo e novo

O sistema de embreagem automática do Pálio Citymatic tende a aposentar o comando por pedal, sendo ideal para carros de pequeno porte que circulam em grandes cidades.

Até pouco tempo, motoristas que enfrentavam o pára-e-anda no trânsito das grandes cidades tinham apenas os câmbios automáticos como forma de diminuir o cansaço, principalmente o sofrido pelo pé esquerdo, obrigado a lutar constantemente contra a força da mola da embreagem. A desvantagem da transmissão automática, para os que ainda gostam de comandar pessoalmente as trocas de marcha, era a privação desse controle, com as decisões sobre o momento de cambiar sendo tomadas pelo sistema.

Em rápidas palavras, o sistema funciona assim: quando o motorista toca a mão na alavanca para mudar de marcha, sensores enviam um comando para a embreagem automática, que desacopla e reacopla a transmissão simultaneamente ao movimento da alavanca, tal como seria feito com o uso do pedal (leia mais no quadro). A troca é suave mas ágil. Não se sente aquela patinada da embreagem causada pelo conversor de torque dos câmbios automáticos convencionais.

Externamente, a única modificação do Citymatic em relação aos modelos da linha Palio é o emblema na tampa traseira. No interior, a diferença é a ausência do (desnecessário) pedal da esquerda

Confortável e seguro
Graças ao constante monitoramento por meio de uma central eletrônica (Interface CAN), o sistema oferece diversos recursos de segurança: a) a partida do motor só é liberada com o carro em ponto morto; b) para engatar a marcha à ré, o veículo deve estar parado e com o pedal do freio acionado; c) se a porta do motorista estiver aberta, o carro for ligado e a marcha acionada, um aviso sonoro (bip) adverte o condutor; d) caso o freio de mão ou o principal esteja acionado quando dada a partida e engatada a primeira marcha, o sistema que movimenta o veículo lentamente para manobras não funciona, poupando a embreagem; e) para segurança adicional ao estacionar em aclive ou declive, o motorista pode engatar uma marcha e a embreagem será acoplada.

Chegando ao semáforo, o câmbio pode ser deixado na marcha em que está. O motor não morrerá. Ao sair novamente, o bip avisará caso a marcha seja muito elevada (por exemplo, terceira). Realizar manobras é mais fácil, pois não é preciso controlar o pedal da embreagem durante elas: ao tirar o pé do freio, o carro já se movimenta para a frente ou para trás.

As acelerações do Citymatic são semelhantes àquelas de um modelo com igual motorização quando dotado de câmbio mecânico. Mas a maior vantagem é, sem dúvida, não ser necessário ficar constantemente pisando no pedal de embreagem em trânsito congestionado. Certamente isso será muito apreciado pelas mulheres, em razão do esforço poupado ao pé esquerdo, freqüentemente calçado com sapatos de salto alto.

No restante, o Citymatic é igual aos modelos normais da linha Pálio 1.0 (a versão avaliada era ELX), sem alterações mecânicas ou de acabamento - excetuando-se, é claro, a ausência daquele obsoleto pedal da esquerda.

Via Auto-Esporte.