Vejam a notícia:

Em cumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da 17a Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, válida em todo o território nacional, nos autos da Ação Civil Pública n° 2002.38.00.046529-6, o PROCON/GO está apreendendo no Estado de Goiás os jogos virtuais de vídeo-games e computadores: “Counter-Strike” e “Everquest”, que foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

O jogo “Counter Strike” (reféns, bomba, fuga, assassinato, armas, técnicas de guerra, táticas de guerrilha) reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. O jogo foi criado nos Estados Unidos e adaptado para o Brasil. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros.

O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PM´s matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido. Nessa escala de violência, cada um escolhe suas armas: pistolas, fuzis e granadas. Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.

Os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais.

Todo consumidor goiano que se deparar com a distribuição e comercialização dos jogos virtuais “Counter-Strike” e “Everquest” deve acionar o PROCON/GO, via telefone 151 ou por meio do e-mail: consulta@procon.go.gov.br, visando a apreensão destes produtos.

Logo agora que estava para ser lançado o mapa do Bope, inspirado no filme Tropa de Elite.

A próxima etapa deverá ser cassação dos alvarás de todas as lan houses que ainda mantiverem o Counter Strike em suas máquinas.

Considero a medida exagerada. A violência existente no Counter Strike não é diferente daquela que acompanhamos nos telejornais ou em filmes como Tropa de Elite. Um exagero de um país que não sabe educar seu povo e depois corre atrás de soluções questionáveis.

O mesmo se aplica à exculhambação que estão fazendo com os motoboys em São Paulo. Ao invés dos governantes investirem em segurança e melhorias para o trânsito, as autoridades buscam culpar uma classe específica pelos erros de alguns elementos.

Isso deve ser o medo e a sensação de derrota ante a incapacidade das autoridades de coibir a violência real, daí vão refletir suas decisões pífias sobre games virtuais.

O que será que o chefe do tráfico do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro acharia dessa medida?